Por Alexandre Rocha

Publicado originalmente em FreelaEmCasa.com

Estamos mais conectados que nunca, e afiamos nosso grau de exigência na pedra da alta disponibilidade da informação, em um momento onde muitos insistem em confundir a falta de criatividade, foco e diferenciação, com crise.

Mesmo que insistam em permanecer com a cabeça no passado, a cada vez que abrem as portas pelas manhãs, empreendedores enfrentam o exército do consumidor moderno, que chega com suas demandas perfeitamente mapeadas, consciente de detalhes técnicos, preços de concorrentes e até mesmo detalhes da experiência de consumo de centenas de outras pessoas, conhecidas ou não.

Apesar do cenário de empoderamento do consumidor através do acesso à informação, é curioso como a variável preço não é absoluta em suas decisões, o que torna a batalha no mercado mais “divertida” e permite que outros players apareçam ousando fazer as coisas de formas diferentes para atrair e conquistar o público.

Lojas físicas não foram derrotadas pela internet, ter o menor preço não é uma garantia de venda e distâncias geográficas já não são mais uma barreira. Sim! Você viveu para ver as coisas funcionando de um jeito bem diferente, já ouviu que o cliente tem sempre razão, para aprender em seguida que na realidade ele nem imagina o que precisa, e feliz nos negócios é aquele que antecipa suas demandas.

Mas onde estaria a resposta, a chave para aproximar o consumidor e criar relações mais sólidas, diante de um mercado tão dinâmico e mutável, onde o conhecimento é compartilhado muitas vezes numa velocidade mais alta que se pode reagir?

Valor! Aquilo que está além do que se paga por algo, capaz de significar mais do que dinheiro e até mesmo impulsionar o público em direção a um ciclo de consumo sem muito espaço para outras marcas. O valor consiste no quociente do que o consumidor recebe dividido pelo esforço despendido.

Você pode analisar a proposta de valor do seu negócio, e aumenta-la através de ajustes como o incremento nos níveis de qualidade dos produtos ou serviços, já deve ter ouvindo bastante o popular “agregar valor”. Além de levar mais qualidade ao consumidor, convém também analisar de perto as etapas envolvidas na experiência de consumo do seu cliente, a fim de notar os esforços necessários para aquisição dos seus serviços, reduzindo-os ao máximo.

Há certas coisas que permanecem iguais, apesar de hiperconectado o público continua a lançar demandas ao mercado, e a qualidade no atendimento e vendas seguem definindo negócios no balcão. Se por um lado o público dispõe de suas armas de conhecimento e compartilhamento de experiências, o empreendedor moderno também tem à sua disposição mídias sociais, big data, inteligência artificial e uma infinidade de ferramentas prontas para serem combinadas em prol da geração de valor.

A moral da história? Persiga incessantemente a ideia de ter em seu portfólio produtos e serviços cujo valor seja alto a ponto de tornar o preço irrelevante.

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