Redigido para http://dstec.com.br. 11/05/2017.

DEF CON é atualmente a maior conferência hacker do mundo, fundada por Jeff Moss, também conhecido como “Dark Tangent”. A primeira edição do evento ocorreu em junho de 1993 em Las Vegas, onde mantém suas edições anuais até hoje, com uma expectativa de um público de 20 mil pessoas em 2017.

Na DEF CON  25, que iniciou na última quinta (27) e vai até 30 de julho, hackers tiveram a oportunidade de acessar livremente sistemas de votação e bancos de dados eleitorais, a fim de buscar vulnerabilidades que possam ser utilizadas para manipular os resultados.

A organização do evento estabeleceu um perímetro apelidado como #VotingVillage, onde os hackers contaram com 30 dispositivos para simular uma votação eletrônica dos Estados Unidos, obtendo inclusive acesso físico, ao interior dos equipamentos. Em apenas 90 minutos obtiveram sucesso na missão de encontrar falhas de segurança, revelando segundo o The Register “Um embaraçoso baixo nível de segurança”.



“Sem dúvida, nossos sistemas de votação são fracos e vulneráveis. Graças às contribuições da comunidade de hackers hoje, descobrimos ainda mais sobre exatamente como”, foram as palavras de Jake Braun, um dos organizadores da #VotingVillage.

O próprio presidente eleito Donald Trump, teria denunciado fraudes em urnas eletrônicas à época das eleições presidenciais em 2016, leia mais http://abr.ai/2v6wikE.

A prova de fogo para a segurança dos sistemas de votação eletrônica que surge após rumores e teorias sobre a manipulação das eleições nos Estados Unidos, deixa a mensagem de que o sistema eleitoral definitivamente não é tão seguro como se imagina.

“Houve muitas afirmações de que o nosso sistema eleitoral não pode sofrer um ataque cibernético. Isso é bobagem”, disse Braun. “Apenas um tolo ou mentiroso tentaria afirmar que seu banco de dados ou máquina não podem ser invadidos”.

Além dos Estados Unidos, sabe-se que o Brasil também utiliza o voto eletrônico, levantando sempre discussões e polêmica acerca do tema, porém, vale ressaltar que a tecnologia é uma aliada capaz de otimizar tarefas reduzindo drasticamente o tempo de execução, então fica a pergunta: A maior e mais assustadora falha de segurança está de fato nos sistemas, ou no aspecto cultural de seus usuários?