Redigido para http://dstec.com.br. 18/07/2017. 

Fontes como o Suplemento de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), vêm apontando desde meados de 2015 uma consolidação do telefone celular como o principal meio para acesso à internet no Brasil. Em 2014, por exemplo, o acesso à internet por meio do celular já predominava (80,4%) em relação ao uso dos computadores (76,6%).

Além da popularização do acesso via WiFi, a internet móvel que chegou com o 3G no ano de 2008 ajudou a impulsionar a migração computador-smartphone, carregando o usuário através de um processo evolutivo que aumenta de maneira significativa a velocidade de transmissão de dados em dispositivos móveis, transformando a forma como utilizamos a internet. Fica ainda mais fácil perceber a velocidade do processo, ao confrontar a tecnologia 3G, cujas taxas de transferência precisam atingir a velocidade mínima 200 kbit/s, com o 4G que chegou aqui em meados de 2014 e provê velocidades a partir de 100 Megabits/s.

Ainda que grande parte dos usuários no Brasil sofra atualmente para extrair qualidade dos serviços de internet móvel, ou ainda nem sequer tenham disponibilidade para cobertura 4G, já começa a surgir num horizonte não muito distante a quinta geração de conectividade móvel, o 5G.

A proposta é a criação de um ambiente totalmente novo com o 5G, o que por sua vez certamente demanda bastante trabalho quanto a melhorias de infraestrutura e até mesmo mudanças na interface utilizada atualmente. Dentre os pontos altos do 5G estaria o seu alto padrão de velocidade, onde as conexões estariam entre 1 e 20 Gbps (superando a escala dos Mbps de suas antecessoras), mas vale lembrar que as taxas máximas serão compartilhadas entre vários usuários, e uma estimativa conservadora seria de algo em torno de 100 mbps por usuário, segundo o Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco.

Apertem os cintos! Além da baixíssima latência, na faixa de 1ms, o 5G será cerca de 8 vezes mais rápido que a tecnologia 4G, porém, como toda inovação tem seu preço, será necessário trocar de smartphone (sim, outra vez!) para usufruir do 5G, assim como na transição para o 4G.

A Telecom Italia e o governo de San Marino informaram nesta segunda (17), que assinaram um memorando para a substituição da rede 4G pela sua sucessora, 5G, em todo o país até o final de 2018, tornando a internet cerca de 10x mais rápida.

Um estudo da Comissão Europeia estima que o desenvolvimento do 5G custará 56,6 bilhões de euros, e criará 2,3 milhões de empregos na Europa até 2020, ano em que está prevista a conclusão da implantação nos países europeus, coincidindo com a sua chegada aqui no Brasil.

A primeira demonstração do 5G no Brasil aconteceu em 2016 durante a Futurecom, em São Paulo, e foi realizada pela operadora Claro. Já a Vivo afirma ter sido a primeira operadora brasileira a atingir velocidades de rede de mais de 530 Mbps usando sua própria infraestrutura na região metropolitana de São Paulo. Uma coisa é certa, independente da operadora que sair na frente nessa corrida, estamos ansiosos para começar a utilizar o 5G com toda a qualidade projetada, que promete ir bem além do aumento da velocidade.

 

Confira o infográfico projetado pelo G1 apresentando uma linha do tempo da conexão móvel.