O conceito dos 4 Ps do Marketing desenvolvido na década de 60 pelo professor da Universidade Estadual de Michigan, Jerome McCarthy, contava inicialmente com as variáveis Preço, Praça, Produto e Promoção, que eram então suficientes para uma análise ampla do cenário onde um produto ou serviço era apresentado, contudo, após meio século é natural e compreensível que o conceito evolua, principalmente quando traçamos uma relação sobre como a tecnologia impulsiona o aumento do número de canais para a comunicação empresa x target.

Ainda tratando dos Ps do Marketing, temos hoje o incremento de 3 novas variáveis (People = Pessoas, Process = Processos e Physical Evidence = Evidências Físicas). É tão interessante quanto pertinente observar que com o passar dos anos, o target conquistou a devida importância no mapa dos estudos de Marketing à medida que aumentavam também a consciência e compreensão acadêmica de que seria mais saudável aos negócios se a demanda surgisse do mercado ao invés de “lançada” a ele (principalmente se tal demanda pudesse ser antecipada).

As redes sociais mesmo que extremamente atuais, possuem inquestionável relevância como integrantes das estratégias de Marketing Digital, principalmente quando observadas através do ponto de vista onde estabelecem uma conexão com a teoria dos Ps em sua origem. Atendendo tanto à Promoção, por exemplo, quanto servindo às organizações como via de acesso às Pessoas, facilitam o feedback e viabilizam o monitoramento da experiência de consumo, provendo assim informações acerca de Processos e das Percepções (Physical evidence) em tempo real.

De maneira objetiva, as redes sociais apresentam-se atualmente como uma ferramenta de custo relativamente baixo quando observado seu amplo alcance, porém bastante eficiente tratando-se de suas vantagens para a inteligência competitiva, contribuindo para o aumento da qualidade da experiência de consumo e para o monitoramento da comunicação e estratégias da concorrência.