Você certamente já ouviu a palavra excelência diversas vezes e esta, por definição, trata da habilidade de produzir algo com qualidade capaz de superar os padrões estabelecidos por fatores como mercado, concorrentes e até mesmo pelo próprio consumidor do segmento.

O caminho é árduo e por vezes até ingrato com quem almeja ser reconhecido como alguém capaz de oferecer um serviço de excelência. Essa grande dificuldade se deve em diversas situações à miopia do gestor ou profissional que perde seu foco concentrando-se somente no fim enquanto se perde nos meios utilizados para alcançá-lo.

Costumo basear parcela significativa dos meus argumentos no fato de que no mundo corporativo, ou dos negócios de uma forma geral, é necessário saber lidar com os fatores incontroláveis no dia-a-dia e que aquele que se adapta primeiro à velocidade com que tais variáveis mudam respondendo da forma mais inteligente estará sempre um passo a frente da “concorrência” e quem o fizer com excelência estará não só um passo, mas, talvez, alguns anos!

Ter a consciência de estar o tempo todo sob ação das movimentações do cenário onde se está inserido pode fazer toda a diferença entre o sucesso “ao acaso” e o sucesso de fato merecido. É verdade que alguns cases parecem mais “acases” por consistirem numa série de coincidências felizes que não acontecem por aí todos os dias, mas seguir esperando encontrar esse caminho mágico certamente não é a solução para se alcançar bons resultados.

Com este pequeno artigo lanço uma abordagem com objetivo de impactar a imagem que ainda está impressa na mente de muitos onde a excelência é horizontal e de responsabilidade de apenas um nível nas organizações.

Muito já evoluímos e a idéia de que cada um desempenha um papel importante para a empresa, não importando o quão simples seja sua tarefa, é assimilada com muito mais facilidade desde o topo até a base da empresa (mesmo que na pior das hipóteses o topo apenas deseje controlar de forma aparentemente menos rigorosa), contudo, ainda há gestores acreditando que valores profundamente relacionados à missão e visão da empresa devem ser assimilados como que por osmose por colaboradores operacionais.

Este artigo estabelece uma crítica à educação corporativa em algumas organizações que ainda pregam que a excelência de forma ampla possui uma relação “bottom-up”, porém não se deve isentar cada colaborador do seu papel consciente e importante no resultado global. Quem atua hoje em nível operacional deve estar consciente de que um bom desempenho além de bom para a organização pode levar a um cargo em níveis estratégicos e quem atua na gestão tem o dever de transpirar compromisso com a excelência e seu objetivo real.

Equipes de alto nível num cenário tão competitivo são valiosas como diamantes. A mídia tem falado muito sobre o quanto é difícil encontrar profissionais qualificados que possam gerar melhores resultados e fazer valer a pena os salários oferecidos, porém, jamais li algo sobre como profissionais de alto nível buscam atuar sob uma liderança realmente inspiradora e brilhante.Para ilustrar meu conceito de excelência multinível, sugiro que você imagine o que seria do império Apple sem a equipe da limpeza (o exemplo mais óbvio), engenheiros de primeira, fornecedores de matéria-prima ou então o próprio Steve Jobs. Isso mesmo, acabo de citar a equipe de limpeza e o fundador da empresa num mesmo exemplo! Agora substitua a pequena peça (Steve Jobs) por um gestor de uma daquelas famosíssimas marcas que tiveram um sucesso relâmpago seguido de uma queda catastrófica, com esse simples exercício de imaginação já é possível perceber que mesmo os cargos mais altos de uma organização precisam ser tão comprometidos com a excelência quanto qualquer outro colaborador.

A excelência não tem fronteiras ou limites dentro de uma organização, é uma meta a ser perseguida de forma consciente por todos, sem exceção. É necessário uma busca constante por resultados melhores, eficiência, responsabilidade social, preocupação com as necessidades do consumidor, respeito ao próximo e centenas de fatores com os quais lidamos diariamente.